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Encontrando a imperfeição

  • Foto do escritor: Taline Pontes
    Taline Pontes
  • 15 de jan.
  • 1 min de leitura

Xícara de café branca sobre um pires, apoiada em uma mesa de café ao ar livre. Ao fundo, uma rua arborizada de bairro urbano, com prédios baixos desfocados, luz suave do dia e atmosfera tranquila, sugerindo uma pausa cotidiana para observação e introspecção.
Registro aleatório de um momento apreciado.

Montevidéu, 15/01/2026.


O ano mal começou e já estou cansada. Cheguei ao meu limite com alguns conceitos. Especialmente com a tal perfeição. Por anos persegui essa palavra e nem sei ao certo o que ela significa. Uma abstração que me fez sentir mal por toda a vida.


Incontáveis vezes desejei que tudo saísse perfeito, só para amaldiçoar aquilo que eu queria. No momento em que achei que não atingi o nível máximo de um padrão que nunca soube nomear, acabei transformando memórias inteiras em frustração.


E será mesmo que quero as coisas impecáveis? Parando para pensar, prefiro muito mais passar por uma experiência e dizer "amei". Amar não necessariamente significa idealização (digo com propriedade de ser casada antes da pandemia). E quem garante que algo considerado perfeito será amado?


Decidi retirar esse conceito do meu vocabulário. Agora abençoo o que faço desejando apenas que seja amado, porque é isso que me basta.

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